Reticências.....
Tempo de pausa, de reflexão, antes de um novo parágrafo.
É assim que eu me sinto hoje.
Minha filha me cobra novos textos e eu me percebo procurando palavras numa caixa, onde nada se entende, onde tudo está tão embaralhado que simples letras se perdem.
Efeito da terapia recém começada?
Ou da virada de 360 graus que minha vida deu nos últimos dois anos? (aqui um comentário - quem leu direitinho disse que Freud explica - onde parei se dei uma volta de 360 graus????)
Adolescer tão idosa cansa ...
Acompanhar um tsunami de pensamentos, idéias e vontades não é fácil.
Vontade maior mesmo, de ser.
Profundamente, totalmente, divinamente.
Que bom que é assim!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Ele chegou - parte 2
Ainda não me recuperei da chegada do Darion.Toda vez que o pego no colo, choro de emoção. Ele é uma luz só! Rostinho de moleque arteiro...Forte e doce ao mesmo tempo....
Dose dupla de neto é uma das coisas mais maravilhosas que a gente pode receber da vida.
Quando eles estão juntos, não sei para que lado corro, mas sei que, sempre, o coração está do lado dos dois.
Já comprei piscina inflável (duas, de tamanhos diferentes), livros de pano (e de papel também, que, provavelmente eles irão ler logo, já que são muito inteligentes e especiais), berço, toalhas, brinquedos .... não posso ver loja de bebes que minhas pernas caminham sozinhas para dentro delas.
Tudo para ver um sorriso no rostinho deles. Se bem que, eu bem sei, nada disso seria necessário - eles sorriem para mim, se eu sorrir para eles. Nenê é uma coisa muito desprendida mesmo!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Roda viva
Não me esqueço de uma terça feira à noite, há algumas semanas atrás, quando recebi um monte de telefonemas preocupados de filhos, namorado e mãe, sondando, com muito jeito, se estava tudo bem comigo.
Era a primeira noite sem o Theo e a Cla, depois de divertidos 12 dias...
A princípio me espantei com tanta atenção ... eu estava bem, curtindo minha tv e descansando de um dia de trabalho. Não via o porquê de tanta preocupação.
O Ton me disse, quando questionei o motivo de tanto alarde, que todos esperavam que eu estivesse aos prantos, triste de saudades.
Aí o espanto foi maior.... de acordo com meus ultimos 52 anos, deveria ser essa mesma a minha situação! E eu estava calma, feliz até.
Lembrei, então, de quando eu ensinava, com muito carinho, meus filhos bebês a perceber que idas sempre tem vindas (pelo menos na maior parte das situações), seja brincando de "cuca/achou", seja fazendo tchauzinho risonho com eles para pais e parentes queridos que saiam para trabalhar ou voltavam para suas casas depois de uma visita.
Cada volta era mais divertida (principalmente quando era eu quem saia - eu fazia questão de mostrar que na volta, o carinho era até maior), e, aos poucos, eles aprendiam a suportar as separações momentâneas e a se sentir seguros.
Creio que, de tanto ensinar, aprendi com eles.
Não foi fácil quando a primeira saiu de casa para tomar o seu caminho; na segunda foi um pouco menos difícil; no terceiro, um pouco menos ainda.
Agora, as idas do Theo deixam um sabor de quero mais, e, tenho certeza, cada vinda sempre será melhor, como o são as vindas dos meus três pequenos, hoje grandes, mas que, ainda, me ensinam a ser uma pessoa melhor.
Era a primeira noite sem o Theo e a Cla, depois de divertidos 12 dias...
A princípio me espantei com tanta atenção ... eu estava bem, curtindo minha tv e descansando de um dia de trabalho. Não via o porquê de tanta preocupação.
O Ton me disse, quando questionei o motivo de tanto alarde, que todos esperavam que eu estivesse aos prantos, triste de saudades.
Aí o espanto foi maior.... de acordo com meus ultimos 52 anos, deveria ser essa mesma a minha situação! E eu estava calma, feliz até.
Lembrei, então, de quando eu ensinava, com muito carinho, meus filhos bebês a perceber que idas sempre tem vindas (pelo menos na maior parte das situações), seja brincando de "cuca/achou", seja fazendo tchauzinho risonho com eles para pais e parentes queridos que saiam para trabalhar ou voltavam para suas casas depois de uma visita.
Cada volta era mais divertida (principalmente quando era eu quem saia - eu fazia questão de mostrar que na volta, o carinho era até maior), e, aos poucos, eles aprendiam a suportar as separações momentâneas e a se sentir seguros.
Creio que, de tanto ensinar, aprendi com eles.
Não foi fácil quando a primeira saiu de casa para tomar o seu caminho; na segunda foi um pouco menos difícil; no terceiro, um pouco menos ainda.
Agora, as idas do Theo deixam um sabor de quero mais, e, tenho certeza, cada vinda sempre será melhor, como o são as vindas dos meus três pequenos, hoje grandes, mas que, ainda, me ensinam a ser uma pessoa melhor.
sábado, 26 de setembro de 2009
Ele chegou - Parte 1
Ser avó é como namorar para o resto da vida com uma pessoa perfeita; é melhor do que ganhar na loteria!Esses serezinhos minúsculos chegam devagarinho e fazem a nossa vida virar uma imensidão.
A gente não sabe se chora ou se ri, se canta e dança ou se aquieta, observando por muito tempo seu semblante, sua respiração e seus movimentos, acompanhando seus sonos e sonhos.
Coração apertado de alegria, agora, é só aproveitar.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Vó
Daqui a alguns dias serei uma avó.
Não igual à minha: cabelos brancos, rostinho enrugado, voz doce, semblante tranquilo.
Cabelo branco eu não tenho (a Loreal que o diga!); meu rostinho faz yoga todo dia para não enrugar e, até agora, o resultado tem sido bem razoável; minha voz continua italianona e forte como sempre; meu semblante deixa claras as angústias de uma adolescente de 50 anos que ainda não descobriu a que veio e por quê.
Acho que os dois baixinhos terão trabalho comigo.
Decerto não serei uma avó tradicional.
Não me vejo fazendo roupinhas de tricô para eles (embora ache linda a habilidade de quem as faz - a bisavó é especial nisso); não me vejo deixando de lado meus momentos de prazer para tomar conta deles (eles vão se acostumar a participar desses momentos, se as mães deles assim o desejarem); não me vejo cozinhando quitutes para eles (bem que eu queria saber cozinhar, ou querer saber cozinhar melhor....).
Me vejo contando longas estórias, ensinando as primeiras letras e números, cantando com eles, passeando na Disney (já que com os filhos não deu...), caminhando na lagoa e mostrando a imensidão de folhas diferentes que existem nas árvores e os formatos das ondas que a água faz quando se joga uma pedrinha...
Me vejo rindo muito, e ficando muito bobona.
Me vejo ensinando muito, e aprendendo mais ainda, como foi com os meus filhos...
Acho que vai ser muito bom.
Tomara que para eles também.
Não igual à minha: cabelos brancos, rostinho enrugado, voz doce, semblante tranquilo.
Cabelo branco eu não tenho (a Loreal que o diga!); meu rostinho faz yoga todo dia para não enrugar e, até agora, o resultado tem sido bem razoável; minha voz continua italianona e forte como sempre; meu semblante deixa claras as angústias de uma adolescente de 50 anos que ainda não descobriu a que veio e por quê.
Acho que os dois baixinhos terão trabalho comigo.
Decerto não serei uma avó tradicional.
Não me vejo fazendo roupinhas de tricô para eles (embora ache linda a habilidade de quem as faz - a bisavó é especial nisso); não me vejo deixando de lado meus momentos de prazer para tomar conta deles (eles vão se acostumar a participar desses momentos, se as mães deles assim o desejarem); não me vejo cozinhando quitutes para eles (bem que eu queria saber cozinhar, ou querer saber cozinhar melhor....).
Me vejo contando longas estórias, ensinando as primeiras letras e números, cantando com eles, passeando na Disney (já que com os filhos não deu...), caminhando na lagoa e mostrando a imensidão de folhas diferentes que existem nas árvores e os formatos das ondas que a água faz quando se joga uma pedrinha...
Me vejo rindo muito, e ficando muito bobona.
Me vejo ensinando muito, e aprendendo mais ainda, como foi com os meus filhos...
Acho que vai ser muito bom.
Tomara que para eles também.
domingo, 30 de agosto de 2009
Coisas antigas
Achei no micro uns textos de antes de eu decidir ter esse blog.
Foram da época dos meus 50 anos.
Gostei de ler...
Esse é o primeiro.
40°
Quarenta graus à sombra...
Foi esse o livro que meu terapeuta me indicou há alguns anos atrás.
Na época, li e detestei.
Limitações não estavam nos meus planos. Sabia que podia exigir do meu corpo tudo o que minha mente criava. E olha que não era pouco!
Cinquenta graus à sombra....
É como me sinto agora.
Sorte que os “calores” são só no espírito, na mente e no coração.
Meu corpo, apesar de não tão resistente quanto antes, decidiu que não abraçaria a teoria dos calores da menopausa. Menos mal.
Não que tudo seja flôres.
A temperatura sobe cada vez que eu sinto que quero algo e não dou conta de realizar.
Tudo bem que fui agraciada pela vida com quinhentas mudanças, todas ao mesmo tempo... Talvez uma jovem de 20 anos também se sentisse cansada tendo que lidar com tanta alteração profunda nos hábitos e nas crenças de uma vez só.
Mas, como nunca quis ser igual a ningúem (para falar a verdade, meu narcisismo sempre me levou a querer ser mais... terapia conserta!), isso não ajuda a deixar as coisas mais fáceis.
Cinquenta graus à sombra....
Acho que devo dissipar esse calor abraçando novas alternativas.
Quais?
Não sei. Desde que não sugiram limitação e sim expansão.
O tempo dirá.
Cps, 24/06/2007
Foram da época dos meus 50 anos.
Gostei de ler...
Esse é o primeiro.
40°
Quarenta graus à sombra...
Foi esse o livro que meu terapeuta me indicou há alguns anos atrás.
Na época, li e detestei.
Limitações não estavam nos meus planos. Sabia que podia exigir do meu corpo tudo o que minha mente criava. E olha que não era pouco!
Cinquenta graus à sombra....
É como me sinto agora.
Sorte que os “calores” são só no espírito, na mente e no coração.
Meu corpo, apesar de não tão resistente quanto antes, decidiu que não abraçaria a teoria dos calores da menopausa. Menos mal.
Não que tudo seja flôres.
A temperatura sobe cada vez que eu sinto que quero algo e não dou conta de realizar.
Tudo bem que fui agraciada pela vida com quinhentas mudanças, todas ao mesmo tempo... Talvez uma jovem de 20 anos também se sentisse cansada tendo que lidar com tanta alteração profunda nos hábitos e nas crenças de uma vez só.
Mas, como nunca quis ser igual a ningúem (para falar a verdade, meu narcisismo sempre me levou a querer ser mais... terapia conserta!), isso não ajuda a deixar as coisas mais fáceis.
Cinquenta graus à sombra....
Acho que devo dissipar esse calor abraçando novas alternativas.
Quais?
Não sei. Desde que não sugiram limitação e sim expansão.
O tempo dirá.
Cps, 24/06/2007
Mais coisas antigas
Esse é o segundo:
Hoje eu chorei......
Como há muito tempo não fazia.
E enquanto chorava eu pensava: eu consegui! Eu consegui!!!!!
De repente percebi que eu tinha conseguido: filhos encaminhados e, mais que isso, felizes e realizados; namorado quase perfeito (porque perfeito ninguém é, mas ele chega bem perto de ser...); bom emprego, bom salário; casa aconchegante e espaçosa; cinqüenta anos com carinha de quarenta e corpo de pouco mais que isso (puro relaxo, pq dava pra se esforçar e fazer um exerciciozinho...); dívidas se esvaindo mês a mês; mil possibilidades de crescimento emocional , espiritual e artístico.....
Meu coração quase saltou pela boca de tanta felicidade e, junto com o êxtase, veio o medo....
E se eu tiver que perder algo por ganhar tudo isso???
Afinal, sempre foi assim....
Na mesma hora, no meio das lágrimas, pensei comigo mim mesma que isso também tinha ficado para trás, junto com as dívidas e o medo de não ser capaz. Nada de trocas... a vida não é assim....às vezes se perde, outras se ganha mas, uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Como a gente se tolhe por pensar errado! Quanto sofrimento, que prisão!
Tá na hora de voltar pra terapia.... e fazer umas aulas de filosofia...
Depois da liberdade material, preciso conquistar minha liberdade espiritual.
Quem sou eu, de onde vim, pra onde quero ir???
Aliás, hoje, descobri que estar só pode ser bom.... desde que por escolha própria. Tô melhorando! Calma que um dia eu chego lá!
Vivendo e aprendendo....
Campinas 04/04/08
Hoje eu chorei......
Como há muito tempo não fazia.
E enquanto chorava eu pensava: eu consegui! Eu consegui!!!!!
De repente percebi que eu tinha conseguido: filhos encaminhados e, mais que isso, felizes e realizados; namorado quase perfeito (porque perfeito ninguém é, mas ele chega bem perto de ser...); bom emprego, bom salário; casa aconchegante e espaçosa; cinqüenta anos com carinha de quarenta e corpo de pouco mais que isso (puro relaxo, pq dava pra se esforçar e fazer um exerciciozinho...); dívidas se esvaindo mês a mês; mil possibilidades de crescimento emocional , espiritual e artístico.....
Meu coração quase saltou pela boca de tanta felicidade e, junto com o êxtase, veio o medo....
E se eu tiver que perder algo por ganhar tudo isso???
Afinal, sempre foi assim....
Na mesma hora, no meio das lágrimas, pensei comigo mim mesma que isso também tinha ficado para trás, junto com as dívidas e o medo de não ser capaz. Nada de trocas... a vida não é assim....às vezes se perde, outras se ganha mas, uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Como a gente se tolhe por pensar errado! Quanto sofrimento, que prisão!
Tá na hora de voltar pra terapia.... e fazer umas aulas de filosofia...
Depois da liberdade material, preciso conquistar minha liberdade espiritual.
Quem sou eu, de onde vim, pra onde quero ir???
Aliás, hoje, descobri que estar só pode ser bom.... desde que por escolha própria. Tô melhorando! Calma que um dia eu chego lá!
Vivendo e aprendendo....
Campinas 04/04/08
Assinar:
Postagens (Atom)