Era lá pelo final de 2007...
Estava em São Paulo, terra da garoa, no horário do almoço em plena Barão de Itapetininga.
Chove chuva e eu sem guarda-chuva.
Loja lá é o que não falta.
Saí de uma com o guarda-chuva mais maravilhoso que eu já tinha visto. Preto, brilhante, com lindas tulipas vermelhas.
Cheguei em casa à noite, toda feliz com minha nova aquisição.
Mostrei para o povo e só levei gozação. Todos, sem exceção, acharam o meu lindo guarda-chuva horroroso. O adjetivo mais suave foi: brega!
Gosto não se discute e, no fundo, eu sabia que isso não ficaria assim.
Semana passada, descendo do fretado na mesma São Paulo garoenta (inventei um adjetivo novo?), caminho em direção ao trabalho e vejo um irmão gemeo do meu guarda-chuva subindo pela rua, vindo de encontro a mim. Ele vinha pelas mãos de um homem e, ao nos percebermos, meio que levamos um susto.
O que meu guarda-chuva faz nas mãos de outra pessoa?
Ao nos cruzarmos, já passado o susto inicial, meio que nos cumprimentamos pelo bom gosto, com um discreto olhar...
Eu sabia que o pessoal lá de casa estava errado quando julgou meu guarda-chuva.
Levou mais de dois anos, mas eu provei!
quinta-feira, 4 de março de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Se dividir sem se perder
Coisa curiosa aconteceu num desses dias de carnaval.
Dois sofás na sala, em "L" e , em cada um, um neto.
Duas mães conversando na cozinha, preparando algo para comer.
Eu, de pé na frente dos sofás, olhando as duas coisinhas mais lindas que já existiram na face dessa Mãe Terra, e que resolveram começar a fazer beicinho e chorar ao mesmo tempo.
Pensa rápido, vó! Não dá para pegar os dois no colo ao mesmo tempo!!!
Sorte é que meus mocinhos adoram sorrisos....
Foi só brincar de "cuca-achou"... O "cuca, com um sorriso bem animado, ia para um, enquanto, virando o corpo bem rápido, o "achou" ia para o outro...
Eles acharam a vó muito doida (e as mães também, quando voltaram), mas, funcionou! Eles riram muito!
To vendo que esse negócio de ser vó vai depender de muito jogo de cintura, mas, é muito divertido!
Dois sofás na sala, em "L" e , em cada um, um neto.
Duas mães conversando na cozinha, preparando algo para comer.
Eu, de pé na frente dos sofás, olhando as duas coisinhas mais lindas que já existiram na face dessa Mãe Terra, e que resolveram começar a fazer beicinho e chorar ao mesmo tempo.
Pensa rápido, vó! Não dá para pegar os dois no colo ao mesmo tempo!!!
Sorte é que meus mocinhos adoram sorrisos....
Foi só brincar de "cuca-achou"... O "cuca, com um sorriso bem animado, ia para um, enquanto, virando o corpo bem rápido, o "achou" ia para o outro...
Eles acharam a vó muito doida (e as mães também, quando voltaram), mas, funcionou! Eles riram muito!
To vendo que esse negócio de ser vó vai depender de muito jogo de cintura, mas, é muito divertido!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
..........
Reticências.....
Tempo de pausa, de reflexão, antes de um novo parágrafo.
É assim que eu me sinto hoje.
Minha filha me cobra novos textos e eu me percebo procurando palavras numa caixa, onde nada se entende, onde tudo está tão embaralhado que simples letras se perdem.
Efeito da terapia recém começada?
Ou da virada de 360 graus que minha vida deu nos últimos dois anos? (aqui um comentário - quem leu direitinho disse que Freud explica - onde parei se dei uma volta de 360 graus????)
Adolescer tão idosa cansa ...
Acompanhar um tsunami de pensamentos, idéias e vontades não é fácil.
Vontade maior mesmo, de ser.
Profundamente, totalmente, divinamente.
Que bom que é assim!
Tempo de pausa, de reflexão, antes de um novo parágrafo.
É assim que eu me sinto hoje.
Minha filha me cobra novos textos e eu me percebo procurando palavras numa caixa, onde nada se entende, onde tudo está tão embaralhado que simples letras se perdem.
Efeito da terapia recém começada?
Ou da virada de 360 graus que minha vida deu nos últimos dois anos? (aqui um comentário - quem leu direitinho disse que Freud explica - onde parei se dei uma volta de 360 graus????)
Adolescer tão idosa cansa ...
Acompanhar um tsunami de pensamentos, idéias e vontades não é fácil.
Vontade maior mesmo, de ser.
Profundamente, totalmente, divinamente.
Que bom que é assim!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Ele chegou - parte 2
Ainda não me recuperei da chegada do Darion.Toda vez que o pego no colo, choro de emoção. Ele é uma luz só! Rostinho de moleque arteiro...Forte e doce ao mesmo tempo....
Dose dupla de neto é uma das coisas mais maravilhosas que a gente pode receber da vida.
Quando eles estão juntos, não sei para que lado corro, mas sei que, sempre, o coração está do lado dos dois.
Já comprei piscina inflável (duas, de tamanhos diferentes), livros de pano (e de papel também, que, provavelmente eles irão ler logo, já que são muito inteligentes e especiais), berço, toalhas, brinquedos .... não posso ver loja de bebes que minhas pernas caminham sozinhas para dentro delas.
Tudo para ver um sorriso no rostinho deles. Se bem que, eu bem sei, nada disso seria necessário - eles sorriem para mim, se eu sorrir para eles. Nenê é uma coisa muito desprendida mesmo!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Roda viva
Não me esqueço de uma terça feira à noite, há algumas semanas atrás, quando recebi um monte de telefonemas preocupados de filhos, namorado e mãe, sondando, com muito jeito, se estava tudo bem comigo.
Era a primeira noite sem o Theo e a Cla, depois de divertidos 12 dias...
A princípio me espantei com tanta atenção ... eu estava bem, curtindo minha tv e descansando de um dia de trabalho. Não via o porquê de tanta preocupação.
O Ton me disse, quando questionei o motivo de tanto alarde, que todos esperavam que eu estivesse aos prantos, triste de saudades.
Aí o espanto foi maior.... de acordo com meus ultimos 52 anos, deveria ser essa mesma a minha situação! E eu estava calma, feliz até.
Lembrei, então, de quando eu ensinava, com muito carinho, meus filhos bebês a perceber que idas sempre tem vindas (pelo menos na maior parte das situações), seja brincando de "cuca/achou", seja fazendo tchauzinho risonho com eles para pais e parentes queridos que saiam para trabalhar ou voltavam para suas casas depois de uma visita.
Cada volta era mais divertida (principalmente quando era eu quem saia - eu fazia questão de mostrar que na volta, o carinho era até maior), e, aos poucos, eles aprendiam a suportar as separações momentâneas e a se sentir seguros.
Creio que, de tanto ensinar, aprendi com eles.
Não foi fácil quando a primeira saiu de casa para tomar o seu caminho; na segunda foi um pouco menos difícil; no terceiro, um pouco menos ainda.
Agora, as idas do Theo deixam um sabor de quero mais, e, tenho certeza, cada vinda sempre será melhor, como o são as vindas dos meus três pequenos, hoje grandes, mas que, ainda, me ensinam a ser uma pessoa melhor.
Era a primeira noite sem o Theo e a Cla, depois de divertidos 12 dias...
A princípio me espantei com tanta atenção ... eu estava bem, curtindo minha tv e descansando de um dia de trabalho. Não via o porquê de tanta preocupação.
O Ton me disse, quando questionei o motivo de tanto alarde, que todos esperavam que eu estivesse aos prantos, triste de saudades.
Aí o espanto foi maior.... de acordo com meus ultimos 52 anos, deveria ser essa mesma a minha situação! E eu estava calma, feliz até.
Lembrei, então, de quando eu ensinava, com muito carinho, meus filhos bebês a perceber que idas sempre tem vindas (pelo menos na maior parte das situações), seja brincando de "cuca/achou", seja fazendo tchauzinho risonho com eles para pais e parentes queridos que saiam para trabalhar ou voltavam para suas casas depois de uma visita.
Cada volta era mais divertida (principalmente quando era eu quem saia - eu fazia questão de mostrar que na volta, o carinho era até maior), e, aos poucos, eles aprendiam a suportar as separações momentâneas e a se sentir seguros.
Creio que, de tanto ensinar, aprendi com eles.
Não foi fácil quando a primeira saiu de casa para tomar o seu caminho; na segunda foi um pouco menos difícil; no terceiro, um pouco menos ainda.
Agora, as idas do Theo deixam um sabor de quero mais, e, tenho certeza, cada vinda sempre será melhor, como o são as vindas dos meus três pequenos, hoje grandes, mas que, ainda, me ensinam a ser uma pessoa melhor.
sábado, 26 de setembro de 2009
Ele chegou - Parte 1
Ser avó é como namorar para o resto da vida com uma pessoa perfeita; é melhor do que ganhar na loteria!Esses serezinhos minúsculos chegam devagarinho e fazem a nossa vida virar uma imensidão.
A gente não sabe se chora ou se ri, se canta e dança ou se aquieta, observando por muito tempo seu semblante, sua respiração e seus movimentos, acompanhando seus sonos e sonhos.
Coração apertado de alegria, agora, é só aproveitar.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Vó
Daqui a alguns dias serei uma avó.
Não igual à minha: cabelos brancos, rostinho enrugado, voz doce, semblante tranquilo.
Cabelo branco eu não tenho (a Loreal que o diga!); meu rostinho faz yoga todo dia para não enrugar e, até agora, o resultado tem sido bem razoável; minha voz continua italianona e forte como sempre; meu semblante deixa claras as angústias de uma adolescente de 50 anos que ainda não descobriu a que veio e por quê.
Acho que os dois baixinhos terão trabalho comigo.
Decerto não serei uma avó tradicional.
Não me vejo fazendo roupinhas de tricô para eles (embora ache linda a habilidade de quem as faz - a bisavó é especial nisso); não me vejo deixando de lado meus momentos de prazer para tomar conta deles (eles vão se acostumar a participar desses momentos, se as mães deles assim o desejarem); não me vejo cozinhando quitutes para eles (bem que eu queria saber cozinhar, ou querer saber cozinhar melhor....).
Me vejo contando longas estórias, ensinando as primeiras letras e números, cantando com eles, passeando na Disney (já que com os filhos não deu...), caminhando na lagoa e mostrando a imensidão de folhas diferentes que existem nas árvores e os formatos das ondas que a água faz quando se joga uma pedrinha...
Me vejo rindo muito, e ficando muito bobona.
Me vejo ensinando muito, e aprendendo mais ainda, como foi com os meus filhos...
Acho que vai ser muito bom.
Tomara que para eles também.
Não igual à minha: cabelos brancos, rostinho enrugado, voz doce, semblante tranquilo.
Cabelo branco eu não tenho (a Loreal que o diga!); meu rostinho faz yoga todo dia para não enrugar e, até agora, o resultado tem sido bem razoável; minha voz continua italianona e forte como sempre; meu semblante deixa claras as angústias de uma adolescente de 50 anos que ainda não descobriu a que veio e por quê.
Acho que os dois baixinhos terão trabalho comigo.
Decerto não serei uma avó tradicional.
Não me vejo fazendo roupinhas de tricô para eles (embora ache linda a habilidade de quem as faz - a bisavó é especial nisso); não me vejo deixando de lado meus momentos de prazer para tomar conta deles (eles vão se acostumar a participar desses momentos, se as mães deles assim o desejarem); não me vejo cozinhando quitutes para eles (bem que eu queria saber cozinhar, ou querer saber cozinhar melhor....).
Me vejo contando longas estórias, ensinando as primeiras letras e números, cantando com eles, passeando na Disney (já que com os filhos não deu...), caminhando na lagoa e mostrando a imensidão de folhas diferentes que existem nas árvores e os formatos das ondas que a água faz quando se joga uma pedrinha...
Me vejo rindo muito, e ficando muito bobona.
Me vejo ensinando muito, e aprendendo mais ainda, como foi com os meus filhos...
Acho que vai ser muito bom.
Tomara que para eles também.
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