terça-feira, 24 de março de 2009

Ansiedade é meu nome....

Quarta que vem viajo para o Chile.
Como marinheira de primeira viagem típica, estou há alguns dias concentrada em não esquecer nada importante (seja o que pode e o que não pode levar/trazer, seja um mapa cuidadoso com estrelinhas brilhantes nas atrações imperdíveis e outras cositas mais), além de providenciar todos os detalhes para que cachorros (não são meus, mas são como se fossem), gatos, plantas e casas fiquem seguros e bem cuidados (filhos, nessas horas, são pessoas abençoadas...).
Comprei 3 guias, 2 malas, 1 bolsa nova e tenho zero momentos de sossego desde que me lembrei, há uns três dias atrás, que a viagem estava finalmente chegando.
Tenho certeza absoluta que vou descansar muito meus neurônios durante o passeio, mas, até lá, tomara que eles não entrem em curto-circuito.
Nos momentos de lucidez, me lembro que essa fase é uma parte divertida da viagem - planejar, decidir passeios e detalhes, escolher as roupas com as quais eu aparecerei nas fotos (4 giga dá para fotografar bastante!), pensar com gratidão nos reais gastos no cartão que me proporcionaram as quatro passagens grátis...
Vai ser a primeira vez que saio do Brasil.
Quando voltar, eu conto como foi.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Nebulosa

Definição na Wikipédia: "as nebulosas são nuvens de poeira, hidrogênio e plasma".

Essa ao lado, é a Nebulosa do Coração, que fica na constelação de Cassiopéia.

Lindo imaginar que num lugar distante, matéria se une em formatos e cores tão maravilhosos!

Estou apaixonada pelas nebulosas.

Quase tanto quanto pelos arco-íris.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Reflexo de luz multicor

Tava num onibus, em Sampa, saco cheio depois de um dia de trabalho cansativo e me imaginando ter ainda mais duas horas de fretado até chegar em casa e tomar meu merecido banho.
Levantei para descer no meu ponto e, perto da porta, vi, de costas, uma moça com uma bolsa enorme, cheia de cores e tecidos diferentes.
Na parada do onibus, como não podia deixar de ser, já que o dia tinha sido repleto de pequeninas contrariedades (e eu, trouxa, caí em todas) , acabamos por trombar no primeiro degrau...
Me desculpo, esperando encontrar mais um esbarrão ou uma cara feia (quando o humor tá mal, tudo fica pior) mas, no instante seguinte ao encontro de nossos ombros (bolsas?) a moça vira para mim, com um sorriso enorme nos lábios, e me cede a vez para descer, enquanto eu faço o mesmo.
Eu insisto, ela insiste e acabo descendo antes, não sem antes ouvir da moça sorridente:
"- Faço questão. Pode descer primeiro. Essa minha bolsa grande sempre me atrapalha."
Agradeço, até que meio sem graça.
Descemos uma atrás da outra, e, já na calçada, ganho um beijo na bochecha e um sonoro "Tchau! foi bom te conhecer."
Espanto total!
Não sei o nome, nem se vou encontrá-la algum dia de novo, mas, mal sabe ela como foi bom para mim tê-la conhecido.
Fiquei de bem com a vida por muitos dias por conta do nosso encontro.
Onde estiver, moça sorridente, não desista de ser como é.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Natal e "a fins"

Eu adorava as festas de Natal na casa da minha avó.
A árvore, todos os anos, era enorme (embora parecesse diminuir conforme eu crescia) e tinha mil penduricalhos, que eu passava horas olhando.
Meus pais, irmãos, tios, primos e avós se juntavam para conversar, rir juntos, trocar presentes e palavras de afeto. Era uma família muito unida.
Pelo menos era o que eu pensava.
Num primeiro de ano chuvoso de um certo ano, minha avó, pilar dessa festa, morreu.
Foi uma decepção muito grande descobrir que aquela família não era tão unida assim....

Acabaram-se os natais na casa da vovó.
O cetro de rainha da festa havia se mudado de dona.
Agora, era a minha mãe quem recebia a família para as festas e delas, meus tios e primos não mais participavam. Cada um seguiu a sua própria vida e apenas restaram cartões polidos de felicitações de natal e ano novo, sem o aparente calor humano dos anos anteriores.

Eu e meus irmãos fomos casando, tendo filhos, e a família voltou a ser grande e unida de novo.
Ríamos muito em todas as festas, mil discursos emocionados nas entregas de presentes do amigo secreto - eu me sentia como quando criança, nas festas de Natal da vovó. Tinha até um pouco de ciúmes da sincera amizade que eu percebia entre as famílias de meus irmãos.
Passado um tempo, separei-me, meus irmãos brigaram muito feio, meu pai brigou mais feio ainda com a minha irmã... a família encolheu de novo e a mamãe perdeu a vontade de comandar uma festa, já que, para ela, ou era tudo ou nada - família tinha que ser unida, senão a festa perdia o sentido.
Foi uma decepção muito grande descobrir que aquela outra família não era tão unida assim....

Acabaram-se os natais na casa da mamãe.
Neste ano, nos reunimos em minha casa.
Meus filhos já começaram a montar suas próprias famílias e essas famílias se juntaram para curtir, junto com os avós e os tios que assim o quizessem, momentos de descontração e afinidade, de comunicação suave e preocupação sincera com o bem estar uns dos outros.
Vi minha filha marcando degraus com fita crepe para nenhum primo pequeno ou avô levar um tombo, meu filho se lembrar do suco de uva que a priminha pequena gostava tanto, todo mundo concordando em abrir mão do peru para a pequena Isabella (4 aninhos muito espertos) não chorar pelo bichinho morto, minha mãe atarefada na cozinham exorcizando seus pequenos demônios de tristeza e aproveitando a festa, apesar de não ser como antes e nem como ela queria.
Parecia, de novo, uma grande família unida. Me senti leve, feliz... Não era como antes, mas era tão bom!
No final de festa, minha mãe deixou comigo o saco do papai-noel (que carregou presentes para meus filhos e seus primos por mais de 30 anos) e o sino, que todos os anos vem anunciando a chegada do velhinho bondoso.
Fica com você - disse ela. Eu já não preciso mais e você logo vai precisar....
Na hora, eu não me dei conta...
No dia seguinte, encerramos as festividades com uma cervejada particular (eu, Ton, "crianças" e namorados/maridos) e uma conversa muito gostosa. Foi a parte mais legal do natal!
E, nem assim, eu me dei conta....

Hoje cedo, conversando com o Ton, percebi que o cetro havia passado de mão, outra vez.
Agora, era eu quem tocaria o sino, avisando às crianças da família que o Papai Noel tinha chegado. Minha família vai crescer devagarinho e logo haverá vida nova. E, sempre, haverá espaço para quem quiser compartilhar esses momentos em minha casa.
Como ele tão bem lembrou, família é quem está a fim de ficar junto, não importa o sobrenome...
Ele tem razão.
Dessa vez, eu não vou me decepcionar!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A parte bela da vida


Dia de sol forte.
Eu tinha acabado de sair de um retiro de fim de semana. Nunca pensei que meditar cansasse tanto!
Nenhuma gota de chuva e no céu azul com nuvens que tinham embalado minhas meditações ao caminhar pouco antes, meu amigo de horas esperançosas aparece, do nada, bem na minha frente.
Consegui algumas fotos que eu não canso de olhar. Uma delas é essa.
A natureza é perfeita mesmo!
Alguém me explica como ele apareceu sem chuva?

sábado, 8 de novembro de 2008

Tô triste

Por que o que parecia perto, está muito distante
O que parecia certo, foi-se embora num levante
O que aquecia, agora esfria
Em vez de alegria, apatia

Conviver, às vezes é um porre!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eu

Eu me amo
Porque eu vou
Porque eu dou
Porque eu estou

Eu me amo
Porque eu sou

Eu me amo
Porque eu insisto
Porque eu resisto
Porque eu não desisto

Eu me amo
Porque eu existo

(durante a aula de meditação - 05/11/2008 perto de 19:30)